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Júlia Prates de Araújo: conheça a história da jovem que partiu cedo, mas deixou saudades em Imbituba

  • - A jovem sofreu uma crise convulsiva seguida de parada cardiorrespiratória em uma casa noturna de Lages, no último sábado (14) - Foto: divulgação

Estudante de 20 anos faleceu após uma parada cardiorrespiratória em festa na Serra de SC

A morte da jovem Júlia Prates de Araújo, de apenas 20 anos, abalou amigos, familiares e colegas que a conheciam. Estudante de Engenharia Química no Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), a jovem sofreu uma crise convulsiva seguida de parada cardiorrespiratória em uma casa noturna de Lages, no último sábado (14). Apesar do socorro imediato, Júlia não resistiu. Em meio ao processo de luto, pessoas próximas compartilham a memória de uma jovem que era sinônimo de alegria e bondade.

Apesar do socorro imediato, Júlia não resistiu - Foto: divulgação


A luz que Júlia carregava

Descrita como uma pessoa “pura luz”, Júlia cativava todos ao seu redor. Uma de suas  melhores amigas, Jessica Brum, de 20 anos, lembra da transformação que a amizade delas trouxe para sua vida: “Ela era muito companheira. Sempre nos apoiava, nos ajudava quando estávamos tristes e comemorava nossas vitórias. Tudo nela era incrível: a bondade, a alegria, o jeito acolhedor. Ela não guardava rancor, perdoava qualquer pessoa. Era puro amor”, conta Jessica.

Já para Michelly Campos, de 19 anos, Júlia foi um refúgio em um momento de dor. Elas se conheceram em 2020, quando Michelly estava de luto pela perda do pai. Desde então, nunca mais se separaram: “Foi uma conexão inexplicável. A Júlia era muito animada, doce, engraçada, e amava toque físico. Ela mudou meu jeito de ver o mundo e demonstrar amor. Sempre dizia ‘eu te amo’ ao final de cada conversa. Ela era o pilar da nossa amizade, a inspiração que nos fazia acreditar na vida”, recorda Michelly.


Para Michelly Campos, de 19 anos, Júlia foi um refúgio em um momento de dor - Foto: divulgação


Uma menina sonhadora

Além de ser uma amiga dedicada, Júlia era uma pessoa repleta de sonhos. Determinada a concluir a faculdade, ela sonhava em viajar, ajudar os pais e conquistar sua independência. “Ela sempre dizia que seria a amiga rica, corria atrás disso com garra. Queria terminar a faculdade, tirar a carteira de motorista e comprar seu carro”, lembra Michelly.

A jovem também era apaixonada por dançar, jogar vôlei e frequentar a praia. “Ela era um peixinho no mar, uma pessoa que brilhava em tudo que fazia”, comenta Jessica.

Uma de suas melhores amigas, Jessica Brum, de 20 anos, lembra da transformação que a amizade delas trouxe para sua vida - Foto: divulgação


Seu vínculo com Imbituba

Natural de Blumenau, Júlia cresceu e passou sua infância em Imbituba, onde viveu até os 18 anos com seus pais. Foi na cidade que construiu laços com amigos e família. Sempre trabalhadora e estudiosa, ela se mudou para Lages ao ingressar na faculdade, mas fazia questão de voltar para Imbituba sempre que possível.

“Ela vinha no final de ano, era nossa tradição passar o Réveillon juntas. Mesmo com a distância, mantínhamos contato pelo WhatsApp. Tínhamos um grupo, trocávamos mensagens, fotos e, quando ela vinha, era a primeira a nos procurar”, relata Michelly.

A dor da despedida

A notícia do falecimento de Júlia pegou todos de surpresa. Jessica descreve o momento como devastador: “Meu chão caiu. Ela iria nos visitar na semana seguinte. Tudo estava planejado, e de repente, isso. Um pedaço de mim se foi junto com ela. Nada vai voltar a ser igual.”

Para Michelly, a perda de Júlia deixou um vazio irreparável. “Ela era nossa felicidade, nossa inspiração. Tá doendo muito pensar que não vamos mais ter nossos momentos juntas. Vou viver por ela, aproveitar tudo ao máximo, como ela nos ensinou.”


Amigas inseparáveis: Júlia, Michelly e Jessica - Foto: divulgação


Indignação com a repercussão midiática

Amigas e familiares também manifestaram revolta com as informações divulgadas nas redes sociais e na mídia sobre as circunstâncias da morte. Insinuações de uso de drogas e comentários maldosos geraram revolta. “Não é justo o que estão fazendo. A Júlia sempre foi responsável, cuidava das pessoas nas festas. Ela tem família, amigos, e não merece ser lembrada de um jeito que não condiz com quem ela foi. Vamos esperar o laudo, mas sabemos que ela não era isso que estão falando”, afirma Michelly.

O que fica são memórias

Apesar da dor, as amigas preferem se lembrar de Júlia pelo amor que ela espalhava. “A Júlia me ensinou o que é uma amizade verdadeira, sem brigas, sem cobranças, apenas leveza e companheirismo. Tudo nela era especial. Vamos levar a memória dela como inspiração para nossas vidas”, finaliza Jessica.


O vazio deixado pela partida de Júlia é imensurável, porém o brilho dela continuará iluminando os corações de todos que tiveram o privilégio de conhecê-la.

"Tudo nela era especial" - Foto: divulgação

Por Leandro Silveira

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