Maio Laranja passa despercebido em Imbituba e pesquisa revela dados alarmantes sobre violência infantil no município
-
Imagem divulgação PMCG - Maio Laranja passa despercebido em Imbituba e pesquisa revela dados alarmantes sobre violência infantil no município
Terapeuta Gisele Bosco alerta para falta de ações no município e expõe números preocupantes após projeto piloto em escola do bairro Mirim
Apesar de ser o mês dedicado à luta contra o abuso e à exploração sexual infantil, o Maio Laranja passou quase invisível em Imbituba. A ausência de campanhas públicas, materiais informativos e ações de conscientização motivou a terapeuta Gisele Bosco Gramoski a levar o tema para a Câmara de Vereadores e à rádio 89.3FM.
Na manhã desta terça-feira (27), em entrevista ao RSC Portal, Gisele revelou os resultados de uma pesquisa realizada com alunos de uma escola estadual no bairro Mirim. Ao todo, 320 estudantes participaram do projeto, e 217 relataram ter sofrido algum tipo de violência, física, sexual, moral, psicológica, bullying ou racismo. Os dados alarmantes revelam um cenário preocupante de vulnerabilidade infantil na cidade.
“O projeto deveria estar acontecendo em todas as escolas, com palestras e rodas de conversa sobre autoproteção. A lei do Maio Laranja existe, é nacional, mas infelizmente não está sendo cumprida aqui em Imbituba”, destacou a terapeuta. Ela também reforçou que prédios públicos deveriam estar iluminados com a cor laranja, além da distribuição de cartilhas, panfletos e campanhas em rádios, jornais e postos de saúde.
Segundo Gisele, a ideia agora é encaminhar as denúncias coletadas na escola junto com a direção da unidade, além de buscar apoio das secretarias municipais de Educação, Saúde, Assistência Social e também da Segurança Pública. “O número de denúncias deve crescer. A cidade precisa estar preparada para acolher essas crianças com atendimento psicológico e acompanhamento social adequado”, explicou.
A terapeuta também se colocou à disposição para expandir o projeto para outras escolas, inclusive de forma voluntária, enquanto aguarda apoio financeiro e institucional. “Quem quiser contribuir, patrocinar ou levar o projeto para escolas particulares pode entrar em contato”, afirmou.
Contato via WhatsApp para apoio: (48) 99811-4567.
Por Redação RSC

Deixe seu comentário