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Três é bom, seis não é demais? imbitubense mãe de 3 aguarda chegada de trigêmeas
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Conheça a história de Graziela e os desafios de uma gravidez de alto risco
A expectativa da chegada de trigêmeas transformou a rotina de uma família imbitubense, unindo parentes, amigos e a comunidade em um esforço coletivo para acolher os novos membros. Com uma gestação de alto risco e previsão de parto a partir de 15 de dezembro, Graziela, que já tem outras três crianças, compartilhou os desafios e as alegrias dessa fase de espera com o RSC Portal.
A dinâmica da casa, que já incluía três filhos, dois meninos (gêmeos) e uma menina, ganhou novas expectativas com a notícia de trigêmeas. A filha mais nova, Anna Júlia, está especialmente animada. “Ela sempre diz que brinca sozinha porque os meninos não incluem ela nas brincadeiras. Quando soube que seriam meninas, ficou radiante”, comentou a mãe.

Segundo Grazi, diferente da primeira gravidez, quando soube dos meninos e ficou muito empolgada já nos primeiros momentos, desta vez ela levou um grande susto. “Foi muito assustador. Eu me lembro que ela - Fernanda, a irmã - caiu de joelho, começou a rir e a rir. E eu não sabia o que eu ia fazer, eu dizia ‘meu Deus, o que vai ser de mim agora?’ ”, contou.
Apesar da alegria que substituiu o desespero dos primeiros momentos, a rotina não é fácil. A família precisou fazer mudanças para acomodar todos com mais conforto. Inicialmente, Graziela que estava morando em Araranguá, se mudou para Imbituba para receber suporte da família, mas dificuldades com a casa e questões relacionadas à saúde a fizeram retornar. “Aqui em Imbituba, nossa rede de apoio é maior, mas lá eu tenho casa própria. Foi uma decisão difícil, mas necessária”, explicou ela
“É uma gestação que exige muito cuidado. Já tive episódios complicados, relacionados à saúde, mas estou me cercando de apoio e fé. A partir de 15 de dezembro, não posso fazer mais nada, só aguardar. As meninas podem vir a qualquer momento”, contou emocionada.
Rede de apoio
A chegada das trigêmeas reacendeu a importância do apoio familiar. Fernanda, irmã da gestante, que é conhecida por sua proatividade, e a mãe, Ester, organizaram um chá de fraldas que foi um sucesso. “Fizemos uma tarde de louvor e arrecadamos muitas fraldas e itens essenciais para os bebês. Foi emocionante ver tantas pessoas se mobilizando para ajudar”, relatou a irmã, que também agradeceu a várias contribuições.
Além do evento, a família também contou com doações que incluíram berços, banheiras e roupinhas. “Ganhei tanto que já estou repassando algumas coisas para quem precisa. Deus tem colocado pessoas generosas no nosso caminho”, disse a gestante.

Jean, o pai das trigêmeas, apesar do orgulho e da vontade de prover tudo sozinho, reconheceu a importância do apoio recebido. “Ele tem aquele orgulho masculino, mas eu sempre digo: calma, ainda temos muita fralda e leite pela frente!”, disse ela em meio a risadas.
Segundo Graziela, o apoio do parceiro, que sempre sonhou em ser pai, tem feito toda a diferença. Desde o cuidado com as crianças até os cuidados com ela mesma, ele tem dado todo o suporte que ela poderia desejar. “Ele não deixa nos faltar nada, é um verdadeiro guerreiro.
Sonhos adiados
Graziella, assim como muitos imbitubenses, saiu da cidade natal para trabalhar e ir atrás de seus sonhos. Ela cursou arquitetura e tinha “o trabalho dos sonhos” como disse, mas largou tudo para se dedicar à maternidade na gravidez dos gêmeos. Sem arrependimentos.
Neste ano, Grazi retornou a Imbituba, agora como pedagoga, com o intuito de participar de um concurso, mas acabou descobrindo a nova gravidez. “Eu vim para prestar o concurso, mas acabei nem prestando, porque sabia que não teria como”, disse. Mais uma vez a prioridade foi a família, e segundo ela, vale a pena e é o mais importante.
Com a data do nascimento se aproximando, a família se organiza para os últimos preparativos. “Sinto-me abençoada. Já temos o essencial, agora é aguardar e confiar que tudo dará certo”, finalizou.
Por Redação RSC


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