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Uso excessivo de telas entre crianças: Juliana Munhoz fala sobre “sintomas” e como mudar os maus hábitos
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Uso de telas para distrair crianças pode gerar sintomas como irritabilidade, ansiedade, alterações no sono e até dificuldades de socialização
Em entrevista recente para o RSC Portal, a psicóloga clínica Juliana Munhoz, especialista em psicologia infantil e juvenil, expôs preocupações quanto ao tempo de exposição a telas de crianças e adolescentes. Segundo ela, muitos pais recorrem a celulares e tablets para distrair seus filhos, gerando consequências negativas, como irritabilidade, ansiedade, alterações no sono e até dificuldades de socialização.
Juliana contou que muitos pais não se dão conta do impacto que o uso excessivo das telas pode causar no comportamento das crianças. Segundo a profissional, muitos responsáveis buscam profissionais acreditando que seus filhos possam ter algum transtorno como TEA e TDAH e até mesmo relatando dificuldades de aprendizagem. Em muitos casos, as crianças estão apresentando sintomas que resultam do uso excessivo das telas e ausência dos pais.
A psicóloga destaca que limitar o tempo de tela e criar momentos em família são essenciais para melhorar a convivência e a saúde mental dos filhos. O limite de tempo indicado é de uma a uma hora e meia diárias.
A influência dos conteúdos digitais
Além do tempo em frente às telas, existem riscos relacionados aos conteúdos inapropriados que circulam na internet. Segundo a psicóloga, as crianças nem sempre conseguem diferenciar a realidade da fantasia, o que pode levar a imitação de comportamentos inadequados. “Os pais precisam estar presentes, perguntar o que os filhos estão vendo e se colocar como aliados no uso saudável da tecnologia” , explicou.
A psicóloga também relatou casos práticos de como a mudança de hábitos pode melhorar a convivência familiar e reduzir a ansiedade nas crianças. “Às vezes, a criança só quer brincar com o pai ou a mãe, e isso pode fazer uma grande diferença no vínculo e na autoestima dela” , completou Juliana.
"Os pais precisam ser exemplo. Se a criança vê o pai e a mãe o tempo todo no celular, ela também vai querer estar ali" , enfatizou.
Como mudar os maus hábitos?
Segundo a profissional, é necessária uma redução gradual do tempo de tela para que não haja uma reação negativa por parte da criança - “eu sempre pude, por que não posso agora?’” - e a introdução de outras atividades lúdicas, como jogos de tabuleiro ou leitura conjunta. O acompanhamento de um profissional pode ser muito importante nesse processo.
"Hoje, muitas crianças se relacionam mais com o celular do que com os próprios pais. O segredo é criar um relacionamento verdadeiro com a criança. Não é necessário passar horas, mas ter momentos de qualidade, com afeto e diálogo. ", finalizou ela.
Por Duda Indalêncio

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