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Coluna #3: IMBITUBA ALÉM DO VERÃO: O DESAFIO DE FORTALECER O TURISMO O ANO TODO

  • - Coluna #3: IMBITUBA ALÉM DO VERÃO: O DESAFIO DE FORTALECER O TURISMO O ANO TODO

Por Otaviano Carvalho

Imbituba é uma cidade agraciada pelas belezas da natureza. Tem praias exuberantes, costões imponentes, lagoas encantadoras, e uma fauna que atrai olhares do mundo todo — especialmente no período de visita das baleias-francas. Mas além dos seus atrativos naturais, Imbituba é feita por um povo determinado, acolhedor, de cultura rica e identidade forte, marcada principalmente pela influência açoriana.

Essa mistura de natureza e cultura torna Imbituba um destino único, com potencial para muito mais do que apenas a chamada alta temporada. E é aqui que surge um questionamento que acompanha moradores, comerciantes e visitantes há anos: o que podemos fazer para que o turismo em Imbituba seja fortalecido durante todo o ano?

Hoje, a realidade é que muitos comerciantes, prestadores de serviço e a própria rede hoteleira precisam concentrar seus esforços e lucros no verão, para conseguir enfrentar o restante do ano — especialmente o inverno — com pouco movimento. Um cenário que se repete gestão após gestão, ano após ano.

Com tantas possibilidades ainda pouco exploradas, como o turismo de observação de baleias, o ecoturismo, o turismo cultural e religioso, entre outros, é necessário um planejamento estratégico que pense Imbituba de forma contínua, com ações que valorizem a cidade o ano inteiro.

Por isso, procurei a Prefeitura de Imbituba para saber se a nova gestão já trabalha com um calendário de eventos para além da temporada de verão, algo que possa fortalecer o turismo também na chamada “baixa temporada”. Até o fechamento desta publicação, não obitive resposta. Porém, sei que esse planejamento ainda está em construção, tendo em vista uma nova administração. 

Damos esse voto de confiança por ser o início de um novo ciclo, mas com a expectativa de que ele se concretize em ações reais. Que no futuro, esta coluna não precise voltar a ser um espaço de cobrança ou lamentação, mas sim de celebração de uma cidade que entendeu o seu valor e decidiu investir nele o ano inteiro.

Imbituba pode — e deve — ser vivida, sentida e visitada muito além do verão.

FEIRAS CULTURAIS PARADAS: A URGÊNCIA DE VALORIZAR NOSSOS ARTESÃOS

Sempre que uma nova gestão assume o comando de uma cidade, é natural que ajustes, mudanças e reavaliações sejam feitas. No entanto, é importante reconhecer que nem tudo o que foi feito anteriormente precisa ser descartado. O que é bom deve ser mantido, aprimorado e valorizado — especialmente quando envolve cultura, identidade e geração de renda.

Em Imbituba, a paralisação das tradicionais feirinhas culturais nas praças têm gerado críticas da população e, principalmente, afetado diretamente os artesãos locais. Desde o início da atual administração, as feiras estão suspensas, interrompendo não apenas um espaço de exposição e comercialização, mas também um ponto de encontro da nossa cultura com moradores e turistas.

Após manifestações e questionamentos públicos, a Prefeitura informou que estava organizando a retomada das feiras e chegou a anunciar, ainda no primeiro semestre, que o retorno ocorreria em abril. No entanto, o mês passou — e a feira não voltou.

Novamente, em contato com a administração municipal, foi informado que, enquanto o retorno oficial não acontece, os artesãos têm participado de ações pontuais, como os “Sábados Mais”, promovidos em parceria com o CDL, além de representações em eventos como o “MontanDo”, na Praia do Rosa.

Essas participações são válidas, mas não substituem a estrutura contínua e a visibilidade que as feiras culturais oferecem. Para muitos artesãos, essas feiras não são apenas vitrines — são fonte de renda, espaço de reconhecimento e valorização do trabalho manual, da criatividade e da história que cada peça carrega.

Que possamos reativar, o mais urgente possível, as feiras culturais nas praças de Imbituba. Nossos artesãos merecem renda, respeito e atenção. E a cidade merece manter viva a sua expressão cultural.

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