Estudante se posiciona contra possível mudança da Escola Álvaro Catão para modelo cívico-militar
Estudante se posiciona contra possível mudança da Escola Álvaro Catão para modelo cívico-militar
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Imagem: Redes Sociais - Estudante se posiciona contra possível mudança da Escola Álvaro Catão para modelo cívico-militar
Em vídeo, aluno critica custos, impacto no aprendizado e pede investimentos em estrutura ao invés de militarização da escola de Imbituba
A mobilização em torno da possibilidade de transformação da Escola de Educação Básica Engenheiro Álvaro Catão, em Imbituba, em uma unidade cívico-militar segue ganhando força dentro e fora da comunidade escolar.Entre as vozes contrárias à proposta, está a de um estudante, que defende investimentos estruturais e pedagógicos, e não a militarização do espaço.
O aluno do 2º ano do ensino médio, Higor Fermino Guimarães, gravou um vídeo em que expressa a preocupação de parte significativa dos colegas. Ele argumenta que a escola não apresenta índices de violência que justifiquem a mudança, além de destacar que experiências em outras cidades mostraram aumento de custos e queda no desempenho dos estudantes.
“Disciplina não é silêncio e obediência cega. Disciplina é respeito, organização e motivação derivada de bons professores, projetos culturais, sociais e tecnológicos. Não de militares dentro da nossa escola”, afirmou Igor. Ele ainda relatou episódios de constrangimento vividos por alunos durante a visita de representantes do modelo cívico-militar, além de lembrar que a unidade ocupa posição de destaque nos indicadores de desempenho escolar do município.
A principal reivindicação dos estudantes é de que os recursos sejam direcionados para melhorias estruturais. “Nosso ginásio está precário, parte do prédio está interditada pela Defesa Civil e a estrutura está caindo aos pedaços. O que precisamos é de investimento real na educação, não de militarização”, disse o jovem.
Enquanto o debate avança, a comunidade escolar se prepara para uma reunião aberta no próximo dia 1º de setembro, no Salão Paroquial da Vila Nova Alvorada (Divinéia), onde a proposta será discutida com a presença de pais, professores, estudantes e autoridades.
Por Redação RSC
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