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Operação Mensageiro

Operação Mensageiro: veja quais prefeitos presos renunciaram ou tiveram mandato extinto em SC

  • - Marlon Neuber, ex-prefeito de Itapoá — Foto: Reprodução

Ao todo, 16 prefeitos de cidades catarinenses foram presos nas quatro fases da operação, que apura suspeita de esquema criminoso na coleta de lixo.

A operação Mensageiro, que apura um esquema criminoso no setor de coleta e destinação de lixo em várias prefeituras de Santa Catarina, prendeu, ao todo, 16 prefeitos de cidades do estado. No decorrer das investigações, houve aqueles que renunciaram ou tiveram os mandatos extintos, forçando novas eleições ou a posse de novos gestores.

Confira abaixo quais prefeitos investigados pela operação não estão mais nos cargos. Com a vacância, os processos penais passam a tramitar em primeira instância, em função da perda do foro privilegiado.

Renúncia

Os prefeitos que renunciaram ao cargo foram:

  • Marlon Neuber (PL) - Itapoá, no Norte de Santa Catarina
  • Joares Ponticelli (PP) - Tubarão, no Sul de Santa Catarina
  • Deyvison Souza (MDB) - Pescaria Brava, no Sul de Santa Catarina


Marlon Neuber, ex-prefeito de Itapoá — Foto: Reprodução


Marlon Neuber foi preso na 1ª fase em dezembro. Ele renunciou ao cargo e teve o mandato extinto. O decreto com o termo de renúncia foi publicado no Diário Oficial do município em 3 de julho. Com isso, Jeferson Garcia (MDB) é o novo prefeito de Itapoá.

Neuber admitiu em audiência ter recebido cerca de R$ 460 mil em propina da empresa pivô da investigação.



Joares Ponticelli, prefeito de Tubarão preso na operação Mensageiro — Foto: Alesc/Divulgação


Joares Ponticelli e o vice Caio Tokarski (União Brasil) foram presos em fevereiro na terceira fase. Os dois renunciaram ao cargo em 10 de julho.

A perda da função pública foi anunciada após a leitura da carta de renúncia durante sessão na Câmara de Vereadores. Com isso, o presidente do Legislativo, Jairo dos Passos Cascaes, assumiu a cadeira de prefeito de forma definitiva.

Joares foi preso em fevereiro, mas obteve na Justiça a revogação da prisão preventiva com uso de tornozeleira eletrônica. Caio Tokarski segue detido por causa da operação.


Deyvison Souza — Foto: Arquivo Pessoal/Rede Sociais


Deyvison Souza, prefeito de Pescaria Brava, renunciou ao mandato em 11 de julho, mais de sete meses após ter sido preso. O pedido de renúncia ocorreu após a entrega de uma carta à Câmara de Vereadores.

O documento é um pedido para que o Legislativo reconheça a renúncia por motivo de foro íntimo. O vice-prefeito Lourival Isidoro (PP) que está como interino desde dezembro deverá ser empossado como prefeito até o fim do mandato.

Extinção do mandato

  • Luiz Henrique Saliba (PP) - Papanduva, no Norte do estado
  • Antônio Rodrigues - Balneário Barra do Sul, no Litoral Norte de Santa Catarina



Luiz Henrique Saliba, ex-prefeito de Papanduva — Foto: Reprodução/Redes sociais


Luiz Henrique Saliba havia sido preso em dezembro de 2022 na primeira fase da Operação Mensageiro e teve a prisão preventiva revogada pela Justiça em 7 de julho. Com isso, fica com tornozeleira eletrônica.

Ele teve o mandato de prefeito extinto em em 6 de junho. Saliba perdeu o mandato por conta da condenação à prisão em regime semiaberto na Operação Patrola, que apurou o superfaturamento na compra de um veículo, com o objetivo de receber propina. Papanduva, inclusive, teve eleição indireta em 7 de julho, que escolheu novo prefeito.

Antônio Rodrigues, de Balneário Barra do Sul, teve o mandato extinto em 19 de junho pela Câmara de Vereadores em decisão unânime. A perda do cargo ocorre seis meses após o político ter sido preso.

A extinção do cargo ocorreu por conta das licenças não remuneradas solicitadas pelo político desde que foi preso na Mensageiro e que expiraram no dia 16 de junho.

O vice-prefeito, Valdemar Baraúna da Rocha, que estava na função de forma interina, assumiu a gestão municipal.

Quando a operação Mensageiro teve início?

Deflagrada em 6 de dezembro de 2022, a Operação Mensageiro já teve quatro fases. Na primeira, quatro prefeitos foram presos, um deles durante uma viagem oficial a Brasília.

Na segunda etapa, em 2 de fevereiro, dois prefeitos também foram detidos. Na terceira fase, o prefeito de Tubarão foi detido junto com o vice. Na quarta etapa, foram presos oito prefeitos.

A investigação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) começou há um ano e meio, após denúncias, acompanhamento de entregas de dinheiro e rastreamento de celulares.

Fonte: g1 SC


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