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A possível volta dos X-Men diz muito sobre o momento da Marvel
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Imagem Reprodução Internet - A possível volta dos X-Men diz muito sobre o momento da Marvel
Por Allan Royer
Eu cresci vendo o desenho dos X-Men na TV. Eram episódios que a gente não perdia por nada. Depois vieram os filmes, assistidos e reassistidos no DVD de casa, muitas vezes sem pensar muito no que aquilo queria dizer. Eu só sabia que aqueles personagens eram diferentes. E isso sempre me prendeu.
Talvez por isso a possibilidade de ver os X-Men de volta, agora dentro do MCU, mexa tanto comigo. Não é só mais um anúncio da Marvel. É a chance de reencontrar personagens que ajudaram a formar meu gosto por histórias de super-heróis, em um momento em que o próprio universo da Marvel parece precisar desesperadamente de um novo fôlego.
Quando os nomes começaram a surgir, o impacto foi imediato. Patrick Stewart, Ian McKellen, Kelsey Grammer, Alan Cumming, James Marsden, Rebecca Romijn, Channing Tatum. Não é qualquer elenco. É praticamente um recorte inteiro da era Fox sendo reapresentado ao público, agora em um cenário muito maior e mais complexo. Não parece algo pensado apenas para agradar fã antigo. Parece estratégia.
A possível volta de Jean Grey, vivida pela Famke Janssen, deixa tudo ainda mais interessante. Jean nunca foi uma personagem simples. Ela sempre carregou tragédia, instabilidade e escolhas difíceis. Se estiver mesmo em Vingadores: Doutor Destino, dificilmente será só para aparecer e desaparecer. E se ela volta, fica difícil imaginar que outros nomes marcantes fiquem totalmente de fora.
O silêncio em torno de Hugh Jackman é outro ponto que chama atenção. Depois de Deadpool & Wolverine, Logan virou uma peça imprevisível. Pode surgir de surpresa, pode não surgir, e só essa dúvida já alimenta expectativas. A Marvel sabe usar isso muito bem, talvez melhor do que qualquer campanha oficial.
O que me anima de verdade é o que os X-Men representam. Eles sempre foram mais políticos, mais incômodos, menos confortáveis. Em um MCU que anda seguro demais, trazer Magneto e Xavier de volta é quase um convite ao conflito de ideias, não só de força. E isso faz falta.
Claro, existe o risco de tudo isso virar apenas um grande desfile de participações especiais. A Marvel já errou feio nesse ponto outras vezes. Mas algo em Doutor Destino passa a sensação de que esses personagens vão ter peso real, e não apenas servir de aplauso fácil.
Eu sigo ansioso. Talvez até mais do que gostaria de admitir. Não só pelo espetáculo, mas pela possibilidade de reviver personagens que fizeram parte da minha infância, agora em um contexto totalmente diferente.
E você? O que espera desse filmaço?
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