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Dragon Ball retorna maior do que qualquer disputa de fandom

  • Imagem Reprodução Internet - Dragon Ball retorna maior do que qualquer disputa de fandom

Por Allan Royer

Vou começar sendo honesto: entre Naruto e Dragon Ball, meu coração sempre pendeu mais para Konoha do que para os Saiyajins. Naruto me pegou pelo drama, pelos personagens cheios de falhas, pelos arcos que respiravam consequências. Dragon Ball, por outro lado, sempre foi mais direto, mais simples, mais força bruta. Ainda assim, seria muita má vontade fingir que o anúncio da volta de Dragon Ball Super não mexeu comigo.

Porque Dragon Ball pode não ser o meu favorito, mas ele é gigante. Ele moldou o que o shonen virou. Ele criou regras que até hoje todo mundo segue, inclusive Naruto. E agora, depois de um hiato que parecia interminável, a franquia volta com duas decisões que mostram algo raro: autocrítica e planejamento.

A adaptação da Saga de Moro é, talvez, o movimento mais inteligente que Dragon Ball poderia fazer. Moro não é só mais um vilão forte. Ele exige estratégia, colaboração e algo além de “quem grita mais alto”. Ver Goku e Vegeta trabalhando ao lado da Patrulha Galáctica muda a dinâmica e amplia o universo, algo que Dragon Ball sempre prometeu, mas raramente explorou com profundidade. Para quem, como eu, sempre achou que a série podia ir além da pancadaria, esse arco é um sinal de maturidade.

E então vem o anúncio que ninguém esperava, mas que todo mundo precisava: o remake do arco do Beerus. Dragon Ball Super começou mal, isso é fato. Animação irregular, ritmo estranho e decisões questionáveis. Assumir isso e refazer tudo com o traço de Broly não é só um agrado aos fãs, é quase um pedido de desculpa. É a franquia dizendo “a gente sabe onde errou”.

O mais interessante é que esse movimento aproxima Dragon Ball de algo que Naruto sempre fez melhor: coesão narrativa. A ideia de reconstruir os arcos iniciais para criar uma linha do tempo visual e estruturalmente consistente mostra que, finalmente, existe um plano maior. Não é só produzir conteúdo, é organizar o legado.

Eu ainda prefiro Naruto. Prefiro o peso emocional, os silêncios, as derrotas que doem mais do que as vitórias. Mas Dragon Ball nunca quis ser isso. Ele sempre foi sobre grandiosidade, espetáculo e superação no sentido mais puro da palavra. E quando ele acerta, acerta em cheio.

Se 2026 realmente entregar tudo o que está sendo prometido, Dragon Ball Super pode não só se redimir, mas se reposicionar. Talvez não para me converter completamente, mas para me fazer acompanhar com empolgação genuína. E, vindo de alguém que sempre escolheu Naruto nesse debate eterno, isso já diz bastante coisa.

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