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Jorginho Mello diz que governo de SC acompanha prisão de catarinenses após atos terroristas
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- Jorginho Mello, governador de Santa Catarina — Foto: Eduardo Valente/Secom
Fonte: g1 SC
Apoiador de Jair Bolsonaro, Mello é presidente do Partido Liberal no Estado. Segundo o governo, são 19 catarinenses presos.
O governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), determinou que a Secretaria de Articulação Nacional do Estado acompanhe a situação de catarinenses presos após os atos golpistas registrados em Brasília. Em comunicado na terça-feira (10), o governo informou que são 19 pessoas do estado detidas na capital federal. A Polícia Federal (PF) nem o Ministério da Justiça confirmaram o local de nascimento dos presos.
Apoiador de Jair Bolsonaro, Mello é presidente do Partido Liberal no Estado. O governador também disse estar em contato com a Ordem dos Advogados do Brasil catarinense (OAB/SC), com a Procuradoria-Geral do Estado e com a presidente do STF, ministra Rosa Weber.
Ainda no comunicado, o chefe do executivo afirmou que monitora a "situação para tentar garantir o direito de cada um ao processo legal a que todos temos direito". E completou: "São catarinenses e por isso o Estado está se fazendo presente. Há muito desencontro de informações”.
Os presos em Brasília, que não tiveram os nomes divulgados oficialmente, são suspeitos de atos terroristas, associação criminosa, abolição violenta do estado democrático de direito, golpe de Estado, ameaça, perseguição, incitação ao crime e dano ao patrimônio público, informou o governo catarinense.
Mudou de ideia
Mello emitiu uma nota no dia da invasão afirmando que o momento exigia cautela. Um dia depois, chegou a dizer que não iria ao encontro com o presidente Lula (PT) em Brasília para discutir a situação. Horas depois, mudou de ideia, voltou atrás e foi ao encontro com o presidente.
Um dos objetivos do encontro era fazer um ato em defesa à democracia brasileira e discutir ações conjuntas para resolver a crise atual.
Depois da reunião, o governador declarou nas redes sociais que iria representar o Estado "e nossa gente defendendo nossos princípios onde quer que seja, em qualquer circunstância", reiterando que "foi eleito para isso".
Em contato com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) para questionar se o órgão considera adequada a atuação da secretaria catarinense no caso dos presos. A reportagem aguardava retorno até a última atualização do texto.
Invasão
Bolsonaristas terroristas invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, Congresso e Supremo Tribunal Federal (STF) no domingo (8). Objetos foram destruídos, gabinetes de autoridades invadidos, documentos rasgados e armas foram roubadas. As imagens foram compartilhadas nas redes sociais.
O prejuízo ao patrimônio público está calculado em ao menos R$ 3 milhões apenas na Câmara dos Deputados, que junto com o Senado Federal compõe o Congresso Nacional.

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