Prefeitura de Garopaba abre processo seletivo com vagas na educação e cadastro reserva
Por redação RSC Portal
Vice prefeito Antonio Clésio Costa que também estava sendo investigado, foi absolvido.
Na sessão extraordinária da Câmara de Vereadores de Imbituba da última terça-feira, 14, o prefeito Rosenvaldo Jr teve seu mandato cassado por uma votação de 9 votos a favor e 4 contrários, após um período de 90 dias de investigações realizadas pela Comissão Processante da Câmara. O resultado alcança o mínimo necessário disposto no Decreto federal 201, de 1967, que indica a necessidade de 2/3 dos membros da Câmara de Vereadores votarem positivamente para que haja o impeachment.
As investigações foram originadas a partir da denúncia apresentada pelo munícipe Adilson Machado em 09 de agosto de 2023, que solicitou o afastamento do chefe do executivo municipal e do vice-prefeito.
A Comissão Processante, composta pelos Vereadores Bruno Pacheco (PSB), Humberto Carlos dos Santos (PSB) e Eduardo Faustina (PP), emitiu parecer através do relator Vereador Humberto, solicitando o arquivamento da denúncia e absolvição dos denunciados. O Vereador Bruno concordou com a decisão, entretanto, o Vereador Eduardo Faustina foi contra e pediu o prosseguimento dos trâmites.
Entre as principais alegações, destacaram-se questões relacionadas a ingerência de recursos no montante de R$ 12 milhões, que deveriam ter sido aplicados em melhorias na cidade. Em sua denúncia, Adilson, afirma que, por incapacidade, esses recursos não foram utilizados pela Prefeitura. Além disso, aponta a falta de respostas a requerimentos realizados pelo legislativo, que, conforme Lei federal, têm prazo legal para serem respondidos.
Após uma longa sessão que alcançou cerca de 9 horas, onde os advogados de defesa de Rosenvaldo e Clésio bem com os acusados apresentaram seus argumentos para manutenção dos cargos e, ainda, o uso da palavra dos Vereadores que tiveram 15 minutos para exporem os motivos pelos quais votariam a favor ou contrário os pedidos de cassação, iniciou a votação.
A dinâmica escolhida foi sorteio. Com os trabalhos auditados por membros do Observatório Social, o nome dos Vereadors foram sendo sorteados e os mesmos emitindo seus votos.
O primeiro a passar pelo escrutínio foi Rosenvaldo. Os vereadores Deivid (MDB), Rafael Mello (PODEMOS), Michel Nunes (PL), Matheus Pereira (PSDB), Thiago Rosa (PP), Leno (PODEMOS), Jesiel (PL), Eduardo Faustina (PP) e Elísio Sgrot (PP) foram favoráveis a cassação, sendo contrários os vereadores Ladiada (PSB), Humberto (PSB), Bruno Pacheco (PSB) e Valdir Rodrigues (PSD), finalizando em 9 x 4.
Na votação referente ao vice prefeito, uma surpresa. Elísio Sgrott (PP) "salvou" Antônio Clésio Costa, contrariando a expectativa de muitos dos presentes. O resultado final ficou assim: Deivid (MDB), Rafael Mello (PODEMOS), Michel Nunes (PL), Matheus Pereira (PSDB), Thiago Rosa (PP), Leno (PODEMOS), Jesiel (PL), Eduardo Faustina (PP) foram favoráveis a cassação, sendo contrários os vereadores Ladiada (PSB), Humberto (PSB), Bruno Pacheco (PSB), Valdir Rodrigues (PSD) e Elísio Sgrot (PP), finalizando em 8 x 5.
O presidente da Câmara, em um pronunciamento acalorado, ressaltou a importância de manter-se a palavra. Leno (PODEMOS) demonstrou bastante irritação e disse que até quinta-feira, 16, Imbituba saberá de toda a verdade dos bastidores desta votação.
A decisão da Câmara de Vereadores de Imbituba marca um capítulo importante na política local, gerando repercussões significativas na comunidade. O processo de cassação levantou debates sobre a ética na administração pública e a responsabilidade dos representantes eleitos perante seus eleitores. Pela primeira vez na história, Imbituba assistiu um processo de cassação, o que serve inclusive de alerta para os atuais e futuros governantes.
Em nota, o agora ex-prefeito Rosenvaldo Jr disse que sua defesa tomará as medidas cabíveis para garantir o retorno de suas funções no comando do Poder Executivo de Imbituba.

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