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PM de SC diz que vai agir 'de acordo com determinações legais' após ordem do STF de desocupação dos acampamentos bolsonaristas
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- Acampamento em Joinville começou a ser desmobilizado na manhã desta segunda — Foto: PM/ Divulgação
Fonte: g1 SC e NSC
A desocupação começou em Joinville, onde há mais de dois meses atos golpistas pediam intervenção militar e criticavam os resultados das eleições. Decisão do ministro Alexandre de Moraes ocorreu após invasão a prédios dos três poderes em Brasília.
A Polícia Militar de Santa Catarina informou, nesta segunda-feira (9), que "irá agir de acordo com determinações legais" para desmobilização dos acampamentos bolsonaristas no estado. A manifestação ocorre após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) para desmonte dos QGs no país em até 24 horas.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, na madrugada desta segunda-feira, é uma resposta à invasão de bolsonaristas radicais ao Congresso Nacional, ao STF e ao Palácio do Planalto no domingo (8).
Em Santa Catarina, os acampamentos mais expressivos estão localizados em Florianópolis, Blumenau, no Vale do Itajaí, e Joinville, no Norte catarinense.
A Polícia Civil de Santa Catarina afirmou, por meio de assessoria, que está à disposição para prestar apoio à PM, mas que não foi acionada até a última atualização da matéria.
No início da tarde desta segunda-feira, a assessoria do governo estadual informou que o governador, Jorginho Mello (PL), e o comandante da PM, Aurélio José Pelozato da Rosa, estão em reunião para fazer levantamentos e alinhar os próximos passos das desmobilização.
Joinville
Por meio de nota, a Polícia Militar de Joinville informou que está "procedendo de acordo com a ordem do Comando-Geral".
A desmobilização começou pela manhã, em frente ao 62º Batalhão de Infantaria, onde bolsonaristas estavam acampados desde o final das eleições. O município teve uma das maiores votações proporcionais para Bolsonaro no país.
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Desmobilização de acampamento bolsonarista em Joinville — Foto: PM/ Divulgação
Questionada, a prefeitura de Joinville informou que os trabalhos de desmobilização são "prerrogativas da Polícia Militar" e, por isso, não tem ação prevista.
Florianópolis
Já o QG em frente ao 63º Batalhão de Infantaria do Exército, em Florianópolis, um dos mais longevos de Santa Catarina, seguiu sem intervenções policiais durante a manhã. A informação foi repassada por vizinhos do local e confirmadas pela PM.
A Polícia Militar de Santa Catarina informou que não há previsão para os policiais chegarem ao acampamento na Capital.
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Acampamento no Estreito, em Florianópolis, segue sem intervenções policiais na tarde desta segunda — Foto: Arquivo Pessoal
Em novembro de 2022, a Polícia Civil informou que investigava o ato antidemocrático em frente ao 63º Batalhão de Infantaria do Exército. Um Termo Circunstanciado de Ocorrência por perturbação do sossego foi instaurado e remetido ao juízo.
Blumenau
Em Blumenau, o acampamento ocorre em frente ao 23º Batalhão de Infantaria, localizado no Distrito do Garcia. A Polícia Militar do município disse que "a decisão judicial será cumprida". Detalhes não foram divulgados.
A prefeitura disse que não recebeu solicitação para auxiliar na desmobilização.
Ordem do Supremo
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, determinou a desocupação e dissolução total, em até 24 horas, dos acampamentos realizados nas imediações dos quartéis e outras unidades militares em todo o território brasileiro.
Segundo o ministro, os bolsonaristas acampados cometeram os seguintes crimes:
- atos terroristas, inclusive preparatórios;
- associação criminosa;
- abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
- golpe de Estado;
- ameaça;
- perseguição;
- incitação ao crime.

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